Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006

Nao esqueci...

 

"Minha esperança desaparecida, és tu?
Que viestes tu trazer aqui, procuras quem morreu e nao voltou? Procuras quem esqueceste e nao pode jamais acompanhar-te? Tu sem saberes o que vais encontrar caminhas em frente, nao o faças ! rogo-te ! esta porta tornou-se maldita, e guardada por quem nem tu podes enfrentar. Neste local tao longe da tua realidade, e do teu proprio penar, quem és? Que sinto agora em ti peso de lamento, e dor sofrega de morte desejada, mas brilhas de azul como o céu, trouxeste-me mais luz que um sol me pode dar, amo-te meu amor pois só tu me trazes a vontade de sorrir que há tanto esqueci, mas é tarde meu amor, tarde, olha em tua volta, o meu tempo passou, eu passei, resta apenas um castigo de que nao posso fugir, sozinha, acorrentada, nesta massa a que chamas casa. Morri meu amor, estou morta, e desta vez nem tu me podes libertar, como vês, é tarde, e como vês, aqui nao vais entrar, nem eu poderei sair. A morte neste local sou eu, pois morri e nao sou mais nada, e de mim ficou só dôr e sofrimento, de quem nao esqueceu e foi esquecida."

Vera, 1945~1960, Portugal 2006

sinto-me: --------
música: Paatos

Escrito por Alma às 13:50
lnk | Escritos favoritos
Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


Quem sou ?


ver Alma

seguir perfil

. 1 seguidor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Ultimos escritos

Seria por um dia...

O peso de pó acumulado...

Filhos de Putagal

passagem...

... Fim?

Saudade incompreendida...

viste ?

Nao esqueci...

Coisa Nenhuma

... e o tempo quando pass...

O nosso Portal


Pórtico

tags

todas as tags