
Nos tempos que correm, Portugal dos portugueses é uma lenda mal contada aos inúmeros rebentos cancerígenos que minam a nossa sociedade. Já lá vão os tempos de Reis e heróis portugueses, tempos de graça e de renome, tempos que Portugal tinha P grande e de província espanhola só tinha mesmo o insulto.
Portugal foi no seu tempo um pais de orgulho, de dentro e de fora, invejas mundanas e ambições corruptas alimentadas por migalhas estrangeiras levaram Portugal a ficar um pais serviçal, sem espinha, sem coragem sequer para levantar a cabeça a qualquer politica mal engembrada que por ai venha.
Veja-se o estado do pais, aqueles de vocês menos educados ou mais formatados também sao convidados a fazer um esforço, mesmo que seja para chegarem à conclusão que pensar custa muito e levantar a cabeça ainda custa mais.
Olhe-se para qualquer lado, e vê-se ignorância, percebe-se estupidez, cheira mal de todos os cantos da nossa terra, e o que não é ignorância, que por muito má que seja, existe ainda a possibilidade de desculpabilizar, será com certeza maldade e egoísmo. Vê-se as responsabilidades apontadas pela negligencia da maioria das instituições e corporações, obras rodoviárias mal feitas e bem roubadas que levam a infelizes acidentes causadores de muitas dores e desgraças para quem não tem a mínima culpa. Monopolização de serviços e produtos, falsas concorrências, leis abonatórias da exploração de quem trabalha, a lista é grande e bastante entediante, mas estas coisas estão por cá e aparecem todos os dias provas concretas das suas intenções.
Assim se vê como a corrupção se torna avida, empenhada, descuidada, sim, pois corrupção sempre houve, mas feita de uma maneira diferente, discreta na maior parte dos casos, e conseguia mesmo assim, algumas vezes, ser respeitosa para os demais. Hoje, vê-se ! Á frente dos nossos olhos roubam-nos o pão de nossas mesas, proclamam que por razoes justas e eficazes para equilibrar as finanças, reformulam as carreiras profissionais, quotizando-as com a abertura legal e oficial de tachos para os copinchas do partido, reestruturam por fim os valores salariais para beneficiar as posições de topo e reduzirem nos que se iniciam. Na ultima vez que vi, Portugal era um dos países com o grau de riqueza pior distribuido em toda a Europa, sendo assim justifica-se claro, que damos mais a quem já tem e tiramos a quem precisa. Burlas de terrenos, legislações criadas apenas para servir algumas pessoas, investimentos direccionados para obras sem qualquer necessidade, dinheiros públicos usados nos maiores luxos injustificados, tudo a quando às pessoas pedem sacrifício.
Felizmente o português tem memoria curta e desinteressada, não se apoquentem o Euro 2008 está para breve e isso é muito mais importante, afinal, é onde residem os grandes heróis de Portugal.
Mas estamos felizes, afinal somos uma democracia, todos temos opinião e direito a ela, claro, afinal é por isso que enchemos o peito, quando falamos de liberdade. Democracia, nem vê-la, venham alguns de vocês falar que sim e mais também, que temos democracia porque escolhemos e votamos, e por assim dizer.. somos livres. Falem vocês, no que quiserem falar, lembrem-se dos papagaios do Congo.. não vou sequer debater ideias politizadas e propriedades beneficentes para a bolsa de alguns, Factos existem para alem disso, e esses estão por todo o lado, visíveis e indiscutíveis para quem os quiser ver.
Lembrem-se que Portugal teve uma revolução, linda, florida, inigualável em qualquer outro lado, tal como o bom português sempre fez. Aqueles que ainda se lembram de aprender e discutir as razoes ou que presenciaram activamente, seja envolvidos ou não, sabem certamente do que falo, datas não é preciso, convenhamos, não quero desiludir alguns de vós que pensem que afinal Abril não é a data da morte do Rei de Portugal.
Mas ao que me lembro desse tempo difícil e opressivo anterior ao cravo, onde a expressão era controlada e proibida, onde o medo imperava, onde a pobreza prosperava, nesses tempos onde as famosas policias andavam a caçar os insurgentes e manifestantes, onde os apontadores podiam estar por todo o lado, instigados e recompensados por denunciar o vizinho. Seria sim, nesses tempos que acharia razoável a existência de policias controladoras, que de modos mais ou menos directos, amedrontam quem tenha coragem para se manifestar, será discreto o acto ministerial que se passou agora com a perseguição ao direito de manifestação? Será legitimo as leis abonatorias de denuncias e perseguiçoes por opiniao que ainda no ano passado o nosso governo silenciosamente aprovou?
Certamente discreto foi, porque para alem dos lesados directamente que não podem falar e dos amedrontados que não falam, juntemos também os cobardes que tem medo pela sua carreira ou familia, e já agora mais alguns que sabem mas não é com eles ou sao simplesmente bons demais e inimputáveis, duvido assim, que tenha sido um acto muito notado ou levado a sério, quer pela sua violência, pela sua cobardia, ou que seja simplesmente pela falta de ética, sim, duvido que fosse um acto notado por muitos e que tenha incomodado ainda menos os poucos que dele souberam. E tão pouco ou nada recordado que dir-se-á, que coisas destas não acontecem certamente, isto é coisa desses tempos que felizmente já passaram.
A Educação portuguesa já não existe, desapareceu faz alguns anos, deve ter certamente emigrado ou tirado umas férias económicas depois de ser abruptamente despedida e exilada do pais. Educação que pelo menos dava uma restia de esperança para quem ainda ousasse pensar. No seu lugar temos agora uma boa formação, formatada a seus pares, que já por sua vez perderam qualquer honra e orgulho. Esta formatação vê-se espalhada pelos cargos mais abonados da gerência portuguesa, categorias excelentes, vinculadas pela integridade e boa formação, ou não parem eles de se auto promoverem, não vá alguém se esquecer ou ter um momento esporádico de lucidez. Mas não só nos altos cargos param estas excelências produzidas, em todo lado já se pode encontrar iniciados nesta nova disciplina.
Hoje como sabem para desviar a atenção de mais uns quantos assuntos que convem abafar, fala-se sobretudo nas questões da politica de educação, é moda, e alem disso é necessário para criar a fricção necessária para justificar a sua mudança. Fala-se de mudanças no ensino, reformas para reformar a reforma anterior, politicas de gestão interna, atribuição de cargos a excelências doutas de grande saber e discernimento, avaliações por comissão, entre outras por demais já faladas em muitos locais. É também de conhecimento geral que o estado da profissão se encontra desfeita sobre uma incalculável pressão de comissões organizadas para o efeito, não é novo para quem sabe do que falo, e sabem como funciona. Publicamente hostilizam a favor de éticas e morais produzidas, falácias sociais para enganar os mais embrutecidos, ou seja, maquinas de manipulação da opinião publica, juntando-se os cobardes e vendidos da profissão, os que lambem as botas ou pior, e por fim uma cambada de deixa andar, armados em galinhos da india. Por assim dizer sao estas as massas que perfazem o sector profissional de qualquer profissão portuguesa, não excluindo os professores.
É notável que os que restam se manifestem, que se unam, que façam todo o possível para vencerem o descrédito a que estão a ser submetidos, é louvável terem coragem de mostrar a cara e o numero do BI quando solicitado, mas que infelizmente de nada adiantará pois as “maiorias”, que neste pais democratico é o que conta, sao quase todos desprovidos da bem dita espinha dorsal que faz o Homem caminhar de pé, assim, curvam-se bem curvadinhos às promessas dos superiores, furam as greves e planos dos colegas, denunciam as intenções de boicotes e obedecem cegamente por medo e cobardia não assumida as ordens dos ministérios.
Por acaso pequenas almas queixosas, daqueles que se amedrontam e se vendem, já alguma vez pensaram que sao os principais culpados pelos males da vossa profissão e do estado da vossa terra? a resposta é simples e clara e vocês sabem qual é.
Sendo assim, os professores, juntam-se agora a todas as outras profissões executivas, bem formatadas com coleira bonita e bem apertada, estimulados pelo reflexo de Pavlov disfarçado sobre a crença do profissional ambicioso e bem intencionado, ou não sejam eles ainda uma pedra no sapato de algum grupo multinacional que queira vir cá oferecer empregos de limpa pias aos portugueses.
Realmente a Educação é um dos pilares sociais que ainda dá algum trabalho aos dirigentes, precisamos mudar isso obviamente pensam eles, pessoas que tenham opinião divergente sao infelizes, pessoas que pensem, devem chegar certamente a conclusões que as deprimem, alem disso, pessoas que discutam e questionem nunca vão aceitar as politicas governamentais. É necessário por isso abandalhar de tal forma o caminho dos novos de amanha para que seja possível criar assim um excelente domínio sem qualquer hipótese de argumentação ou discussão, os novos, vão aceitar sem questionar e até sem se importar com qualquer coisa que os governantes lhes apliquem.
Houve outrora tempos em que a educação não tentava criar delinquentes, desobedientes às regras familiares, eticamente instáveis e livres de qualquer regra moral social. Hoje, temos verdadeiros exames de burrice, facilitismos estupidificantes, faltas de comportamento recompensadas em plena escola, desrespeito livre de qualquer castigo, no fim, saem
"adultizados", sem duvida aptos para o mundo, fortes e intelectualmente seguros, dotados de um vocabulário digno de assustar qualquer um, existem sem reclamar, agem sem pensar, comem e alimentam-se da publicidade barata e concursos televisivos, exibem os varios diplomas que adquiriram, vivem com medo da criminalidade que anda solta por ai, grunhem selvaticamente nos jogos de futebol e depois de uma boa cerveja de lata, até exercem o seu direito de cidadão informado e assinam numa eximia riqueza literária o boletim de voto.
Relembro assim uma quadra que deve ser fácil para muitos de vocês, mesmo aqueles supracitados anteriormente.
“Remember, remember the Fifth of November,
The Gunpowder Treason and Plot,
I know of no reason
Why Gunpowder Treason
Should ever be forgot.”
.... mais uma vez vi-te de relance , 
Pensamos nós em fazer planos, viver a vida amanha e pensar o que vamos fazer depois, gostamos de sonhar com aquele momento especial que vai chegar um dia, com tudo a dar certo se aquele detalhe importante correr bem, vivemos sem aproveitar na verdade os momentos, poucos, que temos,
seja ao lado de quem amamos ou simplesmente com nós proprios, sao esses detalhes esses momentos, aqueles precisos instantes que já nos esqueçemos ou damos pouca relevançia que no fim vao contar para alguma coisa. Que vao contar brevemente ,seja, para nos sentirmos alguem ou para podermos dizer que vale a pena, que valeu a pena.No entanto olhamos para as maos, pensamos nós que podemos fazer tantas coisas, que temos tempo para tudo e para mais alguma, ficamos à espera, passivos, parados, uns choram outros riem, há quem resmungue com a vida e outros ainda dizem que está optima e corre bem.
E um dia, acaba.
vindo do nada, de uma causa inexistente, aparece o fim, seja ele qual for, no aspecto que tiver. acaba. ficamos com uma imensa quantidade de sonhos por cumprir, depois disso, lamenta-se. pensa-se nos ses, relembra-se os amores e as paixoes, finca-se garras forte no presente, vive-se um momento descendente e pairamos num limbo de incertezas e arrependimentos, nesse momento pode haver um sorriso, aquele que do fundo se sente como uma chama, sorrimos, os olhos brilham e sentimos que secalhar até fomos felizes...sonhamos... e acaba.
"E se um dia me faltares, eu nao serei nada
e ao mesmo tempo serei tudo,
porque em teus olhos estao as minhas asas,
e está a onda onde me afogo."

Sabes que nao podemos voltar atrás,
nem a ser ou a ter o que antes fomos ou tivemos,
Porque o tempo e as pessoas tem o triste e incomodo habito de querer tudo apagar e tudo mudar,
De quererem crescer ou ser, seguir em frente e esquecer,
Mas alguns de nós ainda podemos guardar, guardar tudo,
esses preciosos fragmentos de existência do que somos,
Essas memorias moribundas que insistem em perdurar por tempos afins.
Podemos guardar uma a uma,
Guarda-las numa caixinha pequenina, bem no fundo de nós , ali, palpitantemente escondida,
Que abrimos apenas de vez em quando, de tempos a tempos e até por vezes sem mesmo sabermos o porquê de a abrirmos, espreitamos, lembramos..
fazemos de conta que somos o que tivemos medo de ser,
E é nesse momento, nesse instante presente.. que queremos ter tudo de volta outra vez como era..

Esse orgulho que te falo, é como um cemitério de emoções, mutiladas e esquecidas, atoladas em desculpas justas e injustas, propicias ao mal entender e ao recalcar complexado de medos supérfluos, não te lembras de ser assim? Pois.. claro que não, nem te podes lembrar, por ti nunca foste não é, tinhas razão no que fazias e dizias.. claro, essa é uma das grandes vantagens de um orgulho abonado de teimosia satírica, acredita, não há ninguém que te possa gozar mais que o teu próprio orgulho..
Convenceste-te que o dia é só aquilo que tu vês.. só aquilo que tu consegues ver, dizes-te cego pela luz, e que pouco mais há para ver em algo tão vasto como o universo, limitado pelo teu pequeno mundo não esperava mais de ti, abre os olhos pequena criatura, porque tudo o que te rodeia muda a cada instante da tua vida, e tu com ela, não deixes o teu orgulho cegar-te mais que a luz do dia, permite-te ver através dele.
De que te ris? Dele.. sim, calculei que te risses, é louco não é, tu não gostavas de ser assim pois não ?

"Minha esperança desaparecida, és tu?
Que viestes tu trazer aqui, procuras quem morreu e nao voltou? Procuras quem esqueceste e nao pode jamais acompanhar-te? Tu sem saberes o que vais encontrar caminhas em frente, nao o faças ! rogo-te ! esta porta tornou-se maldita, e guardada por quem nem tu podes enfrentar. Neste local tao longe da tua realidade, e do teu proprio penar, quem és? Que sinto agora em ti peso de lamento, e dor sofrega de morte desejada, mas brilhas de azul como o céu, trouxeste-me mais luz que um sol me pode dar, amo-te meu amor pois só tu me trazes a vontade de sorrir que há tanto esqueci, mas é tarde meu amor, tarde, olha em tua volta, o meu tempo passou, eu passei, resta apenas um castigo de que nao posso fugir, sozinha, acorrentada, nesta massa a que chamas casa. Morri meu amor, estou morta, e desta vez nem tu me podes libertar, como vês, é tarde, e como vês, aqui nao vais entrar, nem eu poderei sair. A morte neste local sou eu, pois morri e nao sou mais nada, e de mim ficou só dôr e sofrimento, de quem nao esqueceu e foi esquecida."
Vera, 1945~1960, Portugal 2006

Há momentos, dias, fases de nossas vidas, que nada flui, nada se cria.
Instantes catalisadores de coisa nenhuma,
onde o nada floresce trazendo consigo uma ausência de tudo, de todos...
O nada... é isto.. tão vazio e tão cheio de nada,
do nada sim;
do nada, daquilo que é coisa nenhuma ,
sim; porque o nada tambem preenche e como preenche,
tanto que nao deixa espaço para mais nada nenhum,
o nada, como lhe chamamos, preenche e consome
devora e destroi sonhos e mundos,
não é de hoje e nao será de amanha,
foi de sempre e de sempre será,
o nada, que é nada por assim dizer,
é apenas aquilo que nao é!
e nao sendo nada, é aquilo que nos faz sentir vazios,
vazios de alma , que escorremos de nós proprios para algum lado escuso,
em nós somente permanece aquilo que não é nem será,
aquilo que não pode ser...
e apenas precisamos de um sorriso, de um olhar...mais nada.

Pois assim seria, mas e quando encontramos alguém do nosso passado, alguém que tanto amámos e perdemos devido a razoes tresloucadas do improvável, historias que ficaram por contar e palavras por dizer... aconteceu
O tempo passa, muito tempo, mais de uma dezena dos poucos anos que temos, e de repente depois de todo este tempo está ali, igual. Sim, Igual, não mudou, não nada, nada.. está ali, aquela pessoa que já não tinha imagem em minha memória, que não era nada senão um sentimento que teimava em perdurar, uma fotografia cinzenta gasta pelo tempo,, mas agora está ali, a mesma voz, as mesmas expressões , o sorriso de que não me lembrava mas tanto significa, tudo ....e tudo voltou tão de repente, com tanta força que moveu o tempo por meros instantes.. o tempo não passou.
Mas infelizmente o relógio não pára, mesmo que dê a ilusão de o fazer, o tempo passou e passou bastante, suficiente para mudar-mos tudo varias vezes, sermos diferentes e talvez fazer um ciclo completo e parar-mos no mesmo momento, num outro ponto linear. não sei, sei lá eu.. só sei que o tempo não volta para trás

Tão longe, sinto-me longe, fiquei por lá , perdido algures numa casa junto ao Sado, acho que me estou a ver, num primeiro andar a uma janela, a ver chover, chover tal como esteve hoje, chovia, chuva miúda, daquela de principio de Outono, sim... , lembro-me de estar sentado , pequeno, numa cadeira pequena, daquelas que não me consigo sentar agora, e lá estava eu , sentado, a pensar, tal como hoje, a pensar e a ver a chuva, parece que foi ontem... , pois... , até foi, ontem... , não me lembro muito bem dos dias que se passaram pelo meio, parece tão longe, e foi ontem.
Ouço as vozes dos meus amigos, novos, tal como eu, novo, na altura, chamam-me, querem-me com eles, brincar e correr, moços de bairro éramos nós, traquinas, até maus sabíamos ser, sem maldade devo acrescentar, bem talvez alguma, daquelas que só crianças sabem ter.
Foi ontem também que sorri, lembro-me de sorrir, sim, sorrir de uma maneira tão radiante que até a mim me convencia, lembro-me de olhar para tudo e ver alegria à minha volta, os meus avós a olharem para mim e por mim, lembro-me dos sorrisos ternos deles enquanto eu num alvoroço gritante batia as tampas das panelas, aquele sorriso que eu tinha , aquele sorriso que tão bem me lembro dele..
Ontem também me lembro de o ter, sim recordo-me, um sorriso semelhante, numa feira vadia de uma noite de verão, subir e descer escadas a correr para não perder um momento sequer, queria estar ali para sempre, queria olhar e sentir o motivo daquele sorriso. Já não eram tampas de panela que me motivavam, nem os amigos já dispersos que por ali habitavam, mas sim um sonho, aquele que batemos de frente uma vez na vida, e que não acreditamos que estamos a ter até acordar, sorri…
Lembro-me assim, acho que ontem também, voltei lá, à janela onde via chover, estava diferente, a casa, a janela, até a chuva era diferente,
Esta casa onde eu cresci, onde eu vivi, a casa que eu quis que fosse de um sonho, para um sonho se viver, está lá, fechada e vazia, com memorias a encher-se de pó, à espera, à espera que o sonho volte a sonhar.
É que sorrir assim !! Só mesmo a ver um sonho sorrir…

Fui agua,
escura, profunda, misteriosa
mas fui agua..
Fui como um mar em tempestade,
revolto, irado, louco,
mas fui agua..
Fui como um lago,
calmo, sereno,
que espelho a alma,
mas fui agua...
Fui como um rio,
determinado, forte, teimoso,
que segue sempre o seu caminho,
mas fui agua...
Fui como a chuva,
cristalina, pura, apaixonada,
amante da vida e da morte,
mas fui agua...
Sou Hoje uma lágrima,
de saudade, de amor, de dor,
mas continuo agua....